30 de nov de 2010

Para descontrair

Comentário publicado por Marcus Scavone na Folha de São Paulo, em resposta a matéria sobre aumento de 81% nos preços de imóveis em São Paulo.
EXISTE UM MOTIVO CÓSMICO PARA A SITUAÇÃO ATUAL. VCS QUE NÃO ENTENDERAM
1 - Os aptos são pequenos para incentivarem a luta contra a obesidade;
2 - As vagas para Autos são pequenas para incentivarem o uso de Bicicletas, que são boas para a saúde e combatem a poluição;
3 - Os aptos são caros para não sobrar dinheiro para as pessoas gastarem com bebidas, drogas; jogos de azar, etc...
4 - O pé direito é baixo para combater a infidelidade conjugal (chifres).
ESTÃO VENDO ? NÃO É BOLHA IMOBILIÁRIA

O que esperar da economia brasileira por Leandro Roque, sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Gostaria de oferecer aos leitores do blog este impressionante texto do editor do site mises brasil, Leandro Roque, a respeito do que ocorreu na economia brasileira nos últimos anos e o que esperar do futuro. O texto é brilhante e dispensa maiores comentários.
O que esperar da economia brasileira
por , sexta-feira, 26 de novembro de 2010
O gráfico a seguir mostra a evolução do volume total de crédito concedido, tanto por bancos estatais quanto privados, para o setor privado industrial, o setor privado comercial, o setor privado de outros serviços, o setor privado rural, o sistema habitacional e para pessoas físicas, desde agosto de 1994.
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Observe que de 1996 a 2004, o volume concedido cresce parcimoniosamente.  A partir de 2004, a concessão de crédito começa a acelerar, a taxas cada vez mais acentuadas, até estagnar-se novamente no final de 2008/início de 2009, período em que a economia passou por uma recessão.  A partir de maio de 2009, o volume de crédito concedido volta a crescer a taxas aceleradas — e é nesse ponto em que nos encontramos hoje.

A bolha vai estourar?

Heitor Mello Peixoto - O Estado de S.Paulo
O Brasil vive um boom imobiliário. Milhões de famílias adquirem o primeiro imóvel, mudam para um maior ou investem num ativo real que tende a se valorizar com o tempo. É uma euforia geral. Nunca antes neste país o preço dos imóveis subiu tanto em tão pouco tempo.
Um amigo, por exemplo, vendeu há três anos um imóvel de dois dormitórios nos Jardins, em São Paulo, por R$ 160 mil. Hoje esse imóvel custa R$ 450 mil - valorização de 30% ao ano por quatro anos consecutivos. Um retorno invejável se comparado a outras aplicações. Pesquisa da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) revela que o preço do metro quadrado de imóveis de dois dormitórios em São Paulo subiu 42,86% no primeiro quadrimestre de 2010, na comparação com igual período de 2009. Segundo cálculos do administrador de investimentos Fabio Colombo, o capital investido no período em CDIs valorizou-se 9,19% e na caderneta de poupança, 6,68%. Em ouro, teve desvalorização de 6,84% e, em dólar, retração de 23,83%. Outro estudo da Embraesp mostra que o preço médio do metro quadrado do apartamento de um dormitório subiu 75% entre 2008 e 2010.
A questão é: esse crescimento é sustentável? Vivemos uma bolha imobiliária?
Para o grande grupo que afirma que não (banqueiros, investidores e construtores), esse crescimento é sustentável e a tendência é de mais alta nos preços. Essa maioria argumenta que o crédito imobiliário no País é baixo em relação ao PIB, algo em torno de 2%, insignificante se comparado aos 68% nos EUA, 75% na Inglaterra ou 20% no Chile. Também aponta o grande déficit habitacional do País, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 como impulsores do crescimento do setor.
Não nos vamos iludir. Vivemos uma bolha imobiliária e ela pode estourar em breve. Alguns "sinais periféricos", no jargão dos futuristas, nos levam a pensar assim.
Regras básicas do negócio de imóveis: um pronto vale mais do que na planta, o aluguel gira em torno de 0,5% a 1% do seu valor, o preço do metro quadrado de dois semelhantes varia consideravelmente se tiverem "idades" muito diferentes. Para uma boa compra, muita pesquisa e paciência. Tais regras não valem atualmente.
Pode parecer sedutor um apartamento na planta no litoral sul de São Paulo vendido pelo mesmo preço de outro já pronto no mesmo empreendimento, em outra torre, com melhor localização. Mas o valor é parcelado, terá incidência de juros após a entrega das chaves. Tão estranho quanto isso é o fato de esses imóveis serem vendidos pelo mesmo preço de uma cobertura vizinha, pronta há três anos, mas com o dobro da área útil.
E por que pagar 50% a mais pelo metro quadrado por uma diferença de apenas três anos entre os imóveis, já que as demais condições (localização, infraestrutura, etc.) são as mesmas? A justificativa do corretor é a grande alta no preço dos terrenos nos últimos três anos. Ah, bom, então está explicado! Imóveis têm sido vendidos no prazo de uma semana - o prazo normal era de meses e até anos em épocas anteriores. Quebras de lógica assim já ocorreram no boom dos negócios da internet, no final dos anos 1990, e no boom dos flats em São Paulo, no início dos anos 2000. Ambas viraram bolhas que estouraram.
Recente reportagem na TV mostrou um casal que foi passear num shopping, entrou no estande de uma construtora e saiu com apartamento novo. Compra de apartamento por impulso? Essa é nova. Os aluguéis reforçam a suspeita. Em tese, a locação de um imóvel que duplicou de preço deveria também dobrar. Mas a renda do inquilino não duplicou no mesmo período. Se esses aumentos generalizados forem absorvidos pelo mercado, causarão pressão inflacionária generalizada pelo País. Imóveis residenciais para todas as faixas de renda e comerciais de todos os tamanhos sofrem alta. Pesquisa da Cushman & Wakefield aponta, por exemplo, que o preço em reais de locação do metro quadrado comercial de alto padrão, no Rio de Janeiro, subiu 60% entre o terceiro trimestre de 2009 e o terceiro trimestre de 2010.
Essa pressão inflacionária, se somada a outras possíveis, como o aumento da taxa de câmbio, pode desencadear inflação, já que um quinto dos bens consumidos hoje no Brasil provém do exterior. Mais inflação significa aumento da correção e do valor das parcelas de financiamentos superior ao que muita gente pode pagar. Começaria uma onda de inadimplência. Resultado: algo semelhante à crise do subprime americano. E lá a taxa de juros do crédito imobiliário é de 5%, ante os 12% daqui.
Se os aumentos de aluguel não forem absorvidos pelo mercado, o investimento em imóveis deixaria de ser interessante, pois o valor da locação cairia muito em termos porcentuais em relação ao valor do imóvel. Investidores teriam de vender "estoques" e buscar algo mais rentável, desencadeando uma onda de vendas, contribuindo para estourar a bolha.
O brasileiro, em geral, calcula se a parcela cabe no salário, esquece taxas de juros, manutenção, impostos e fator de correção monetária escolhido. Também nunca teve tanta disponibilidade de crédito, e aproveita - para imóvel, carro, eletrodomésticos, computador, etc. Recente Relatório de Inflação do Banco Central informa que as dívidas "comem" 23,8% da renda dos brasileiros, ante 17,02% dos americanos. E se a inflação subir? E se a China parar de crescer tanto? E se todo esse dinheiro estrangeiro que inunda o Brasil deixar o País em busca de outras praias, como será o dia seguinte? Em tempo: há uns dois anos não víamos tantos anúncios de imóveis novos em jornais com comparativos de preços por metro quadrado. Será um sinal de mudança no rumo dos ventos?
Agora é acompanhar a escolha de toda a equipe de Dilma, a inflação, a entrada de recursos no País, o desemprego e o mercado imobiliário em si. Sinceramente, espero estar errado. Mas não vou investir no mercado imobiliário até 2012.
SÓCIO-FUNDADOR DA EYESONFUTURE (WWW.EYESONFUTURE.COM.BR), CONSULTORIA ESPECIALIZADA EM CENÁRIOS EMPRESARIAIS, FOI SÓCIO-FUNDADOR DA BUSINESS SCHOOL SÃO PAULO (BSP) 

27 de nov de 2010

Preços históricos de imóveis em Brasília/DF

Segue planilha atualizada com os valores da pesquisa dos preços históricos de imóveis em Brasília realizada nos classificados do Correio Braziliense referente aos anos de 94,96,98,2000,2002 e 2004. A última coluna contém o preço atualizado pelo IPCA. Não se assustem, o preço dos imóveis dobrou ou triplicou já descontada a inflação oficial. É isso mesmo. Para mim é bolha imobiliária inflada pelo crédito abundante, pela compra do ágio para especulação e pela mania e euforia imobiliárias que tomaram conta da população do DF e do Brasil. Para ver todos os dados clique em Mais informações no fim do post.

Quem quiser o arquivo em excel pode deixar o e-mail nos comentários que eu repassarei assim que puder.
Bom feriado a todos,
Pedro

DATA ENDERECO M2 PRECO *1000 QTOS OBS PRECO*1000 CORRIGIDO PELO IPCA ATÉ 31/8/2010
2/6/1994 SQS 206 N/D 83 3 301
2/6/1994 SQS 311 N/D 70 2 254
2/6/1994 SQS 408 N/D 42 2 152
2/6/1994 SQS 307 D 205 N/D 135 4 490
2/6/1994 SQS 408 N/D 34 2 123
2/6/1994 SQS 415 N/D 39 2 142
2/6/1994 SQS 405 N/D 57 3 207
2/6/1994 SQS 406 N/D 55 3 200
2/6/1994 SQS 307 N/D 90 2 327
2/6/1994 SQS 407 N/D 60 3 218


22 de nov de 2010

Housing Bubble Song

Bolha Imobiliária na Irlanda - Qualquer semelhança com o Brasil é mera coincidência - Aqui tudo é diferente

El boom inmobiliario que sedujo a Irlanda y acabó hundiéndola

21/11/10
Por todo el país hay casas sin dueños. Son un símbolo de la crisis financiera que estalló en la isla.
PorMARÍA LAURA AVIGNOLO 
DUBLIN. ENVIADA ESPECIAL
Las grúas coloradas están rígidas en el cielo gris, como enormes cuellos de jirafas. Nada se mueve, todo está abandonado. Las gaviotas sobrevuelan el fantasmal descampado y descienden agresivamente en zoom en busca de comida. Spencer Dock iba a ser uno de los más lujosos complejos inmobiliarios de Dublín. Hoy representa la explosión de la burbuja inmobiliaria y la especulación , los excesos de los “developers” y el crédito fácil de los bancos irlandeses, que han sumergido al país en la crisis y la pérdida de su soberanía fiscal.
Un esqueleto de 10 pisos es otra muestra de la fácil ambición en el “Tigre Celta”. Un país que se desmoronó cuando sus bancos explotaron ante la recesión y su irresponsabilidad a la hora de prestar. Después de dos años de negación, de amparar a los banqueros y feroces recortes en el bienestar del resto de los irlandeses, el gobierno de la coalición conservadora ahora enfrenta la primera misión del FMI para implementar un rescate que no sólo los salve a ellos sino al euro y a la credibilidad de la Unión Europea.
Los Docklands son hoy la imagen de la desolación y de un pasado de avaricia y consumismo , que transformó en inesperados “nuevos ricos” a una población que había conocido la pobreza y el hambre. Es la zona portuaria atravesada por el río Liffey, que divide a Dublín entre el norte trabajador y el “southside” más “chic” e intelectual, si hay que estereotipar. Edificios de vidrio y acero abandonados, con carteles estériles de alquiler o venta sin interesados y algunos con las luces encendidas en pleno día. El tranvía pasa sin pasajeros. Nadie sube o baja en su parada en Spencer Dock porque casi no vive nadie en toda el área.
Los “ghost states” “o “residencias fantasmas” se reproducen a lo largo del país . La razón es simple. Los bancos otorgaban créditos sin referencias, sin saber si sus clientes los podían pagar. Así consiguieron que aun la familia más ordinaria pidiera un crédito para su casa y luego, incluso con todo su ingreso comprometido, recibiese otra oferta para renovar su auto o comprar una villa en el Mediterráneo. Hoy cada familia irlandesa debe en promedio 132.000 euros a los bancos y el precio de las casas que compraron valen el 36% menos que en el 2006, cuando pagaron por ellas cifras exorbitantes. El desempleo llegó al 14% desde los años de oro, cuando estaba en el 4%.
Así se construyó el fenómeno del “Tigre Celta”. Desde mediados de los ‘90 hasta el comienzo de la crisis, Irlanda pasó de ser uno de los países más desheredados de Europa a una república modelo y de economía floreciente , con una combinación de subsidios de la Unión Europea a sus granjeros y concesiones a las multinacionales, que llegaron aprovechando la capacidad multilingüe y hospitalaria de los irlandeses. El “corporate tax” o impuesto a las corporaciones fue solo del 12,5% y se convirtió en imán para las inversiones. Es el que hoy los irlandeses no quieren negociar con el FMI para garantizarse nuevas inversiones.
El boom económico se basó en una inversión de altas tecnologías, diseños de software y nuevos edificios, que transformaron a Dublín en un sueño americano, con una economía que crecía a tasas casi chinas del 6%.
Un boom inmobiliario alimentó la ilusión y los bancos prestaron con absoluta irresponsabilidad , sin el menor control de los reguladores y con el guiño irresponsable de sus gobiernos. Los irlandeses se sentían ricos, en el primer mundo y felices. Hasta que se bajó el telón. La economía entró en recesion, como el mundo después de la crisis de las hipotecas. El déficit público se convirtió en un Frankenstein que alcanza el 32% del PBI y los bancos colapsaron. Para mantener a los mercados en calma, el gobierno rescató a los bancos y aplicó recortes draconianos para los irlandeses que no eran banqueros. Cuatro meses después, las agencias de ratings, que habían calificado a los bancos con Triple A hasta hace poco tiempo, le quitaron la confianza. El mercado fue por más: rescate triple del FMI, la UE y el Banco Central Europeo o bancarrota era la opción.
A Irlanda no le quedó más remedio que aceptar al FMI . Eran ellos o el contagio a Europa.
Churchtown House, una distinguida casa estilo georgiano en Dublín y construida en 1870, simboliza el “boom to bust”, como llaman los anglosajones a este proceso de éxito y caída. Esta enorme residencia, que alguna vez supo ser la embajada holandesa en Irlanda, se vendió cuatro veces en 13 años. En 1997 se transfirió por 700.000 euros, 200.000 más de lo esperado. En 2006 fue vendida por 10,5 millones de euros. Ahora, un administrador de una compañía en bancarrota que era su dueña se contenta con conseguir 3 millones. Nada mejor que Irlanda para hacer negocios inmobiliarios con la desgracia general.
Por su larga batalla contra los británicos por la tierra, la justicia se resiste a la reposesión de casas por pedido de los bancos. Tampoco los bancos se atreven a exigirlas pero es un estigma no pagar en Irlanda , un pecado moralmente inaceptable.
“Esto va a cambiar”, escribió el economista Morgan Kelly en The Irish Times , el diario más respetado del país. “Si una familia defaultea su crédito hipotecario, ellos son parias. Si 200.000 personas defaultean, son una poderosa circunscripción política. La creciente crisis hipotecaria pone a Irlanda en la cúspide del conflicto social en la misma escala de la guerra por la tierra”.
Los irlandeses apuntan a la complicidad de los bancos con los “developers”, esos barones de la propiedad que comenzaron de abajo como constructores cuando Irlanda era pobre y se convirtieron en millonarios. Al menos 29 “developers” se han suicidado y otros se han ido del país por temor a la ley de quiebra, particularmente dura en Irlanda.
La buena noticia es que los “developers” no tienen futuro en la nueva Irlanda. La mala es que muchos han partido a Brasil, a Chile, a Australia y a Qatar a hacer los mismos negocios que practicaban en Dublín.

El gobierno se reúne hoy por el ajuste

El gobierno irlandés celebrará hoy una reunión extraordinaria de su gabinete para concluir su plan presupuestario para los próximos cuatro años, informó la televisión británica BBC. Se espera que los resultados del debate, que se harán públicos el martes, muestren la manera en que Irlanda planea salir de la crisis financiera cumpliendo los parámetros prescritos para los miembros de la Eurozona, como un déficit menor al 3% del Producto Bruto Interno (PBI). Este año Irlanda cerrará sus cuentas con un rojo de 32%. El paquete de medidas prevé un nuevo y drástico recorte de 15.000 millones de euros (US$ 20.500 millones).En tanto, Dublín sigue en conversaciones con la Unión Europea y su Banco Central, más el FMI, para concretar los términos de un rescate internacional. Los detalles se difundirán después de que Irlanda anuncie su plan presupuestario. Irlanda aún se resiste a temas como elevar los bajos impuestos que le cobra a la renta empresaria. 

DUBLIN Y LONDRES. DPA


Claves

Irlanda es el país de la zona euro con mayor déficit fiscal respecto de su PBI, 32%, diez veces más de lo que permite el “club” europeo.

Igual que otros socios como Grecia o Portugal, o entre los grandes España o Reino Unido, desfinanció su presupuesto. 

En su caso, por bajas impositivas record a las empresas (para atraer capitales) y porque el Estado gastó un dineral cuando salvó a la banca, nacionalizándola, tras las pérdidas por el estallido de una burbuja inmobiliaria. Los bancos irlandeses habían entrado al juego especulativo, como en muchos otros países.

20 de nov de 2010

Torre de Donald Trump pode ir a leilão com crise imobiliária - Terra Notícias

http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201011191826_AFP_79394796


Uma torre que o milionário americano Donald Trump construiu ao norte de Miami é a vítima mais recente da crise hipotecária na Flórida, e boa parte de seus 200 apartamentos de luxo estão embargados e podem ir à leilão, informaram esta sexta-feira consultores do setor.
O edifício "Trump Hollywood", uma imponente torre de 41 andares, em frente à praia de Hollywood (20 km ao norte de Miami Beach), tem condomínios cujos preços iam de US$ 1 milhão a US$ 7 milhões, mas em apenas 25 das 200 unidades, os compradores potenciais fizeram negócios, segundo as fontes.
A compra das unidades poderia ser realizada com um pagamento inicial de 20% e um empréstimo hipotecário era acertado para financiar o restante do preço, mas entretanto, a recessão e a queda vertiginosa no valor das propriedades arruinaram o negócio daqueles que queriam os condomínios como investimento.
O desastre no mercado de condomínios "estava destinado a ocorrer porque muitos promotores venderam unidades demais a investidores que não iam morar nelas", comentou Lewis Goodkin, da Goodkin Consulting, firma baseada em Miami.
"Isto criou a falsa demanda que fez subir os preços", que em seguida caíram abruptamente diante da falta de compradores, afirmou.
Os preços das propriedades na área de Miami caíram 47%, quase a metade do valor que tinham em 2006, no auge da chamada bolha imobiliária, segundo o índice Standard&Poor's Case-Shiller de preços de imóveis.
Com uma enorme oferta de propriedades à venda, os preços só não caíram mais graças, em boa medida, à demanda de investidores internacionais, grande parte da América Latina, que chegam a Miami em busca de boas oportunidades de negócios, segundo agentes imobiliários.
Cinco mil propriedades, inclusive casas, condomínios e imóveis comerciais cada vez mais ficam
nas mãos dos bancos por hipotecas não pagas na área de Miami, seus arredores e Palm Beach, segundo o site especializado Condovultures Realty, que atualmente tem uma base de dados de 236.000 unidades nesta situação no sul da Flórida.
Donald Trump, um investidor imobiliário que virou celebridade após apresentar o ''reality show'' "O Aprendiz", sobre como fazer negócios, disse esta semana que aspira ser presidente dos Estados Unidos e que poderia se apresentar como pré-candidato republicano para as eleições de 2012.

14 de nov de 2010

Estouro da bolha imobiliária cria problemas sociais - O Estado de Sao Paulo

Sempre que leio uma notícia destas consigo visualizar o futuro próximo do Brasil. A Irlanda era pobre, pensou que era rica, viveu a euforia imobiliária e agora volta à sua realidade.

Estouro da bolha imobiliária cria problemas sociais

O país que viveu a farra dos imóveis hoje convive com obras abandonadas, habitantes sem casa e construtoras ameaçadas

14 de novembro de 2010 | 0h 00
- O Estado de S.Paulo
Ruas inteiras desertas, bairros fantasma, apartamentos e casas abandonadas e milhares de trabalhadores desempregados. Esse é o resultado da bolha imobiliária na Irlanda, uma das principais responsáveis pela atual recessão. Estimativas do governo apontam que 300 mil casas estejam vazias hoje no país; 100 mil irlandeses ainda renegociam suas dívidas
Há dez anos, a perspectiva de crescimento da economia, a chegada de investidores estrangeiros e o aumento da renda alimentaram um boom sem precedentes no setor imobiliário no país. Fazendeiros chegaram a deixar de plantar, de coletar os subsídios da UE e vender suas terras para empreendedores por verdadeiras fortunas.
Hoje, não há sequer um quarteirão onde não se vê placas de vende-se e anúncios de leilão de casas tomadas por bancos de seus proprietários, diante da incapacidade de pagamento.
Na sexta-feira, a Irlanda viveu mais uma bomba. A empresa McNamara, uma das maiores construtoras do país, foi colocada sob administração de terceiros. Com dívidas de 1,5 milhão, a companhia deixou de honrar suas dívidas com empreitaras e parou de pagar salários. Há dois dias, canteiros de obras da empresa foram tomadas por trabalhadores em protesto.
Mas tanto o mercado como o governo sabem que a liquidação da construtora é uma questão de dias. A quebra ainda corre o risco de gerar mais um efeito dominó, já que dezenas de companhias que prestavam serviços para a McNamara também não terão a quem vender.
Tanto na capital Dublin como no interior, centenas de casas e canteiros de obras foram abandonados sem terminar. Mas especialistas alertam que é a destituição de casas que está gerando o impacto social mais profundo. "Havia o grupo de especuladores. Mas também havia famílias que depositaram toda sua poupança na compra de casas. Agora, não tem casa nem poupança", afirmou Joan Burton, porta-voz de finanças do Partido Trabalhista Irlandês. "Todas as regulações falharam. Ainda houve uma triangulação tóxica entre governo, bancos e empreiteras."
No campo, fazendeiros começam a reagir contra a atitude dos bancos. Na semana passada, um banco colocou à leilão uma fazenda na região de Cork. O dono, de 67 anos, havia colocado seu imóvel como garantia para um empreendimento. O negócio faliu e o banco confiscou a terra. Mas, para o leilão, os fazendeiros da região se organizaram e deram apenas 1 euro em ofertas ao banco. "Temos de ser solidários", afirmou John Shannon, um dos vizinhos da fazenda confiscada. "Hoje é ele. Amanhã, poderá ser comigo", disse. "Nenhum fazendeiro aceitará essa atitude."
Em Dublin, a explosão da bolha é visual. O Clarence Hotel, criado pelo líder do U2, Bono, é hoje um fracasso. Desde 2006 não tem lucros. Em 2009, teve prejuízo de 1,6 milhão. Dados oficiais indicam que, desde 2007, os preços de imóveis caíram 48%. Nem assim as vendas se recuperaram. O Estado visitou um quarteirão de casas recém construídas no bairro de Leitrim. Há três anos, o preço de cada uma era de 900 mil. Hoje, valem menos da metade. No local, seguranças admitem que há dias ninguém visita o empreendimento. O problema é que, pela noite, vândalos dão os primeiros sinais de que a bolha imobiliária tem seu lado social. A construtora alerta que não sabe até quando terá dinheiro para pagar por seguranças para proteger casas que ninguém quer comprar. 

11 de nov de 2010

Banco Panamericano - Influente demais para falir.

O primeiro banco do ano influente demais para falir. Salvo pelo dinheiro que deveria existir para garantir os depósitos de até, salvo engano, R$ 60 mil na poupança. Ocorre que o banco panamericano, do Silvio Santos, é um banco que serve tipicamente para fazer financiamentos e empréstimos a juros altíssimos para o povão consumir e sair rindo a toa.
O banco iria quebrar no estouro da crise mas o Governo usou a Caixa para salvá-lo (com aportes do BNDES, é claro).
Adivinhem quem vai pagar a conta do rombo do panamericano. Serão os pagadores de impostos? Ah não, de novo.
As instituições de crédito começam a mostrar o verdadeiro efeito da bolha de crédito/imobiliária inflada nos últimos anos.
Qual será o próximo banco a ser salvo pelo Governo. Lembremos que no Brasil os bancos não podem quebrar porque são influentes demais para falir.
Este é o livre mercado tupiniquim.

Inadimplência do consumidor cresce 17% em outubro, aponta Serasa

Da folha on line

A inadimplência do consumidor teve aumento de 1,8% em outubro na comparação com setembro e de 16,9% no confronto com o mesmo mês no ano passado, segundo o indicador da Serasa Experian divulgado nesta quarta-feira.
Já no acumulado dos dez primeiros meses do ano, ante igual período em 2009, houve alta de 3,3%. De acordo com os economistas da entidade, o elevado grau de endividamento e o crescente comprometimento da renda com os débitos, principalmente nas compras para o Dia das Crianças, contribuíram para essa elevação.
Os economistas da Serasa lembram ainda que, com o crescimento do emprego formal, uma parcela maior de brasileiros receberá 13º salário, o que deve levar muitas pessoas a regularizarem suas dívidas neste final de ano. Com isso, a inadimplência do consumidor tende a se estabilizar até o início de 2011.
Levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) mostrou que 57% dos consumidores pretendem utilizar o 13º salário para pagar dívidas. No ano passado, o índice era superior, de 64%.
Luciano Amarante/Folhapress
Movimento no comércio em São Paulo antes do Natal
Movimento no comércio em São Paulo para as compras de Natal
Pelo oitavo mês consecutivo, a inadimplência com empresas não bancárias --cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como fornecimento de energia elétrica e água-- registrou expansão, de 8,5% em outubro ante setembro.
Já as dívidas com bancos apresentaram queda (-1,2%), assim como títulos protestados (-4,6%) e cheques sem fundos (-3,8%).
Na avaliação da Serasa Experian, diante da falta de informações sobre o perfil das dívidas das famílias e da capacidade de pagamento, o Brasil corre sério risco de enfrentar um cenário de superendividamento.
Das seis linhas pesquisadas pela Anefac em setembro, dado mais recente, uma teve a taxa de juros elevada e três apresentaram redução. Na média, passou de 6,75% ao mês em agosto para 6,74%, o menor patamar na série histórica, iniciada em janeiro de 1995.

2 de nov de 2010

Em Fortaleza, sinais de uma bolha imobiliária - Diário do Nordeste


publicado em 02/11/2010 - 6:47 por Egídio Serpa

http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/em-fortaleza-sinais-de-uma-bolha-imobiliaria/
Um apartamento de 72 m² ao custo de R$ 5 mil por m², em Fortaleza, ”não é um absurdo, é um assalto mesmo”, disse a este blog um especialista no mercado financeiro e operador diário do mercado de capitais. “A prosseguir esse absurdo, que alcança bairros para além da Aldeota, como o Porto das Dunas, teremos aqui uma bolha que explodirá no curto prazo. E como isso acontece também em outras capitais do País, teremos uma bolha nacional. A crise nos EUA começou assim”, lembra a mesma fonte. Tan-tan-tan-tan!!